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Maramgoní

As visões urbanas de Maramgoní estão caracterizadas por um fazer técnico que leva em conta princípios de arquitetura, como perspectiva e continuidade das linhas, mas, progressivamente, existe um processo de desconstrução daquilo considerado bem feito.
Nas telas trabalhadas em cinza, ocorre a visualização de uma cidade, mas esse referencial é, pouco a pouco, destruído, não de maneira aleatória, mas pela introdução, por exemplo, de mais de uma perspectiva em cada quadro ou pelo uso de massas de cor que quebram expectativas renascentistas de ou ainda por respingos à Pollock que, muito mais que marcas eventuais ou incertas, tendem a surgir a partir das próprias estruturas arquitetônicas evocadas.
A cidade, geralmente São Paulo, nesse processo de construção e desconstrução de imagens, pouco a pouco, perde seu referencial mais direto e se torna um local impessoal e universal. O que começa a ser ressaltado é a pincelada em si mesma e a técnica. Gradualmente, a preocupação deixa de ser o que se pinta para ser como se pinta.
Esse é o grande passo de um criador. No momento em que se debruça sobre o metiê, sobre a melhor maneira de resolver os problemas que a feitura coloca, o artista começa a mergulhar mais e melhor nas formas que encontra de desenvolver um assunto e uma técnica.
O universo urbano, pontuado pela entrada gradual de áreas abstratas que, muito menos que esconder a referencialidade exterior, a valorizam no sentido de promover um rico diálogo entre o manifesto e o sugerido, torna-se então a metáfora da velocidade pela qual o pintor paulistano parece aprimorar o seu trabalho.
Maramgoní oferece sua visão de arte por meio de uma obra que toma o universo citadino como ponto de partida. Cada nova imagem é um processo de consolidação de sua pintura no mundo e sua afirmação para estabelecer sua própria linguagem, lírica nos seus melhores momentos, abstrata, no sentido de colocar questões, e urbana por ter nos edifícios e na cidade o assunto que estimula a sua matriz criadora.

Excerto de texto de Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais.

 
Maramgoní - GAWM009-A Espanhola (1875) - 120x100
Maramgoní - GAWM011-Brooklin Bridge-060x120
Maramgoní - GAWM012-Le Progrés-100x150
Maramgoní - GAWM013-Rue de Montmartre-080x060
Maramgoní - GAWM014-Entardecer na Paulista-100x150
Maramgoní - GAWM010-Ivoty - (1875) - 120x100-Indisponível
Maramgoní - GAWM101-Pintura s/poltrona-Gustav Klimt - Beijo-Indisponível
Maramgoní - GAWM001-Movto.em São Paulo-070x120
Maramgoní - GAWM005-O Realejo-100x150-Disp.Artista
Maramgoní - GAWM003-Paulistano III-080x080-Disp.Artista
Maramgoní - GAWM004-Ilha de Malta-100x150-Disp.Artista
Maramgoní - GAWM005-Viaduto do Chá 1948 - 130x100-Indisponível
Maramgoní - GAWM-Catedral da Sé-150x150-Disp.Art.
Maramgoní - GAWM-Little Italy-080x130-Disp.Art.
Maramgoní - GAWM-Sixt Av.North from West 20th Street 1901-180x150-Disp.Art.
Maramgoní - GAWM002-New York-Madison Square-080x130
 

Curriculum

Nasceu em São Paulo, em 1972, e desde menino demonstrou interesse por desenho, já mostrando grande habilidade com formas e proporções. Começou a pintar aos 9 anos e não parou mais, como autodidata, evidenciando precocemente seu talento para a pintura.

Ainda adolescente, começou a dar aula com tinta a óleo, em 1987 abre seu atelier, onde veio a ter seus próprios alunos.

Acadêmico, Maramgoní segue a linha por certo tempo, até se deparar com a necessidade de romper barreiras e buscar novas linhas. Utilizando uma preferência pessoal, começa a fazer estudos com a arquitetura, mais especificamente a greco-romana.
Não demora muito, surge à questão: por que não retratar a arquitetura local?

E assim, Maramgoní dá início à sua série de obras sobre a São Paulo do século XIX, retratando o vale do Anhangabaú, Avenida Paulista, edifício Altino Arantes (Banespa), entre outros endereços e marcos famosos da cidade, em acrílica sobre tela – tendo como base fotografias antigas, livros de história etc.

“Mais do que discutir a arte, o artista necessita ter um envolvimento com aquilo que faz principalmente no aspecto de buscar um aprimoramento técnico e uma linha de trabalho que o satisfaça enquanto pesquisa estética”. - diz o Artista.

Desde 1988 Maramgoní participa de diversas exposições individuais e coletivas, eventos de arte e recebeu vários prêmios pela sua obra.

Últimas Exposições Coletivas:
•Época Galeria de Artes - Goiânia - GO (2007);
•New York Gallery - São Paulo – SP (2007);
•Brazil Gallery - São Paulo - SP (2007);
•Bel Galeria de Arte - São Paulo - SP (2007);
•Marcelo Neves Galeria de Arte - São Paulo - SP (2008);
•Flávio Miranda Galeria de Arte - São Paulo - SP (2008);
•Uffizi Espaço Comtemporâneo - Caxias do Sul - RS (2008);
•Casa do Brasil - Madri – Espanha (2008);
•Off Bienal 4 – São Paulo SP (2010);
•Société Nationale Dês Beaux-Arts – Salon Du Carrousel du Louvre – Paris (2010)
•Galeria Marcelo Neves – São Paulo SP (2010)
•1° Mostra Fernando Figueiredo de Arte Contemporânea – Galeria Sérgio Caribé – São Paulo SP (2011);
•Galeria Garcia Arte – São Paulo – SP(2011).

Principais Exposições Individuais:
•Espaço Cultural Bco do Brasil-São Paulo (1991);
•Roca Galeria de Artes - Marinha Grande - Portugal (1991);
•Galeria de Artes Brazil-Lisboa-Portugal (1993);
•Circolo Sardo Oggi in Brasile - Bolonha - Itália (2000);
•Galeria Ferre - Buenos Aires - Argentina (2003);
•Espaço Cultural Ícone - São Paulo - SP (2005);
•Centro Cultural Africano - São Paulo SP (2006);
•Centro de Eventos Rio Negro-Alphaville-SP(2008);
•Casa Cor - São Paulo - SP (2008);
•Mestiço - São Paulo - SP (2008);
•Galeria Romero Britto – SP (2009);
•Galeria Romero Britto - Miami USA(2009);
•Casa Cor Talento – São Paulo – SP (2010);
•Galeria Romero Britto – São Paulo SP (2010);
•Galeria Bahiarte – Londrina - PR(2011);
•Pinacoteca Benedito Calixto – Santos SP(2011);
•Galeria Garcia Arte – São Paulo SP (2012).

 
 
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